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Revista GNU | Clube na corrida do Fogo Simbólico da Pátria

Desde que o homem aprendeu a dominar o fogo, a energia das chamas tem o poder de aproximar as pessoas. Podemos passar horas diante do fogo contando histórias, dando boas risadas ou, simplesmente, apreciando o vai e vem das labaredas. Presente em todas as crenças, tribos e culturas, o fogo transmite calor, entusiasmo e, principalmente, promove a união de povos.

E foi com a proposta de reunir que o fogo entrou para a história esportiva, em 1936, na ‘Corrida de Revezamento da Chama Olímpica’, durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Berlim. Observado por milhares de pessoas, o acendimento da Pira Olímpica comoveu a todos os presentes. No meio da multidão, um grupo de patriotas gaúchos, de imediato, idealizou a realização de algo semelhante em solo riograndense.

Bom, aí você deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com o Grêmio Náutico União? É que entre o grupo dos impressionados gaúchos, estava o patrono do Clube, Darcy Vignolly, que na época também pertencia à Liga da Defesa Nacional e à Liga Náutica. Além dele, estavam Túlio de Rose, da Federação Gaúcha de Remo e enviado do Jornal Correio do Povo; Ernesto Cappeli, do Canottiere Duca Degli Abruzzi (Clube de Remo Italiano); e José Carlos Daudt, da atual Sogipa.

Mas foi em 1938, em comemoração à Semana da Pátria, que a Corrida do Simbólico da Pátria ganhou força no Rio Grande do Sul e invadiu as ruas da Capital do Estado, na época Viamão, e seguiu até Porto Alegre. Conduzida por atletas – veteranos, universitários, militares – provenientes dos clubes esportivos, a cerimônia extrapolou as fronteiras e alcançou destaque nacional, sendo considerada, em 1944, a
“maior corrida do mundo”. Sua magnitude se mantém intacta até os dias de hoje.

 

A nova Corrida do Fogo Simbólico da Pátria

Oitenta anos depois da criação, em agosto deste ano, a história é relembrada. Para reviver a Corrida do
Fogo Simbólico da Pátria, a Liga da Defesa Nacional do Estado do Rio Grande do Sul, em homenagem aos clubes esportivos presentes na concepção, realizou a cerimônia de abertura da Corrida do Fogo Simbólico na sede Alto Petrópolis do Grêmio Náutico União.

O evento reuniu atletas do GNU, recrutas do Exército Brasileiro, a Banda de Polícia do Exército,
além de autoridades de instituições do Estado e do corpo associativo. Esta foi uma forma de ressaltar o
compromisso do Clube com as cores do Brasil.

A chama foi conduzida pelos escoteiros do Grupo Guia Lopes e, após, inflamada na pira do GNU pelo presidente José Naja Neme da Silva. Então, a chama do fogo patriota foi distribuída para os cinco eixos do Rio Grande do Sul (Norte, Sul, Leste, Oeste e Capital). Para conduzir o Fogo Simbólico da Pátria para o Centro da Capital, a diretora de Ginástica Artística, Márcia Miorelli, seguiu o percurso para a Prefeitura Municipal de Porto Alegre acompanhada por um grupo de colaboradores do GNU.

As demais tochas com a chama da Pátria seguiram em carros oficiais para as outras cidades dos quatro
eixos restantes. A trajetória que iniciou no GNU teve seu encerramento durante o desfile cívico-militar em homenagem à Declaração da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro. Cerca de 100 representantes do Clube, entre atletas e técnicos das nove modalidades olímpicas, participaram do evento.

Momentos únicos da história dos 111 anos do Grêmio Náutico União fortalecem o dever de civilidade do Clube e destacam a garra para superação e conquistas que sempre esteve presente na sua trajetória.

 

Foto: Realiza/João Mattos