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Brilho do bronze

Disciplina, dedicação e força de vontade são as condutas que norteiam grandes campeões. E foi assim que a dupla unionista Willian Giaretton e Xavier Maggi conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Remo, na prova Dois Sem Peso Leve, que ocorreu em outubro, em Sarasota/EUA. Resultado que se somou a medalhas de bronze conquista- das na segunda e terceira etapas da Copa de Mundo de Remo de 2017.

Com o resultado de 6min35s30, os remadores unionistas entram para história do Remo brasileiro, garantindo o reconhecimento do esporte nacional e mundial. Mas a trajetória dos dois atletas começou bem antes, quando ainda eram adolescentes. Natural de Porto Serrado, Santa Catarina, Willian Giaretton vislumbrou no Remo a possibilidade de ver seus desejos realizados.

Comecei a remar graças a um projeto social que era executado na Federação Gaúcha de Remo, em 2004. Um ano e meio depois, recebi o convite para ir treinar no Rio, mas foi no final de 2014 que busquei o técnico Marcello Varriale e vim treinar no GNU – narra Willian, hoje com 27 anos.

Enquanto isso, a vida de Xavier Maggi acontecia numa pequena cidade ao sul da Catalunha, Espanha.

Pratico Remo desde 2004, após uma promessa feita para o meu avô.

Mas foi em 2015 que Xavier desembarcou em Porto Alegre, já com foco nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016. Com determinação, universos tão diferentes se cruzaram nas águas do lago Guaíba, na sede Ilha do Pavão.

Uma ligação muito forte formou-se assim que a dupla se uniu. A evolução deles é diária, e permanecerá assim enquanto compartilharem objetivos”, destaca o ex-técnico e ex-coordenador do Departamento de Remo do GNU, Marcello Varriale.

Buscando sempre a evolução pessoal e no esporte, a dupla unionista tem uma rotina de treinos com alto nível de comprometimento e que chama atenção de quem acompanha de perto.

Ambos fazem esporte de alto rendimento 24h por dia, sete dias por semana. Além disso, os dois naturalmente possuem grande exigência interna – confirma Varriale.

Integração que também é refletida no respeito mútuo e na confiança que um tem pelo outro.

Bem, como a primeira vez que nos sentamos juntos, foi fácil e um prazer. É algo que não precisa ser imposto, planejado ou falado. Como coisas mágicas na vida são simples. É verdade que existe uma química que nos faz trabalhar, conforme o próprio Willian me falou meses após a classificação: ‘Conheci você da melhor maneira que se pode conhecer o outro: remando’ – resume, com muita sinceridade, Xavier.

Rumo à terceira temporada juntos, Willian e Xavier conquistam gradativamente a evolução, tanto da parte física, como na técnica em busca dos próximos desafios em 2018, como a seletiva nacional, Jogos Sul-Americanos, etapas da Copa do Mundo e Campeonato Mundial.

 

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