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Revista GNU: Tóquio 2020, conheça as promessas do GNU

Nossos atletas têm conquistado cada vez mais espaço no cenário nacional e mundial. Com treinamento intensivo, muita dedicação e disciplina, os atletas unionistas se preparam para a competição esportiva mais importante do globo: os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2020, que acontecerão em Tóquio. Entre os unionistas que despontam com chances, quatro atletas formados no clube podem estar na principal competição esportiva pela primeira vez. Conheça um pouco desses jovens que estão fazendo bonito e que têm grande potencial de disputar um lugar de destaque no cenário mundial.

Na Ginástica Artística, a promessa que surge com força é Luis Porto, 21 anos, desde os seis treinando no GNU. Graças ao bom desempenho, Luis foi convidado a integrar a Seleção Brasileira Adulta e tem como objetivo, agora, garantir uma vaga para os Jogos Olímpicos 2020, em Tóquio. Seu treinador, Leonardo Finco, explica que, na Ginástica Artística, o atleta começa a treinar muito precocemente. A beleza plástica da modalidade também exige que o ginasta busque a constante perfeição, com coordenação motora e intramuscular, concentração, sensibilidade e ritmo.

Na modalidade, temos, ainda, como atleta com bom potencial Lucas Cardoso, 20 anos, que está superando uma lesão e deve voltar às competições em breve. Outra prata da casa que vem brilhando é Gabriela Paixão Ribeiro, de 18 anos. Desde dezembro, a unionista treina com a Seleção de Conjuntos da Ginástica Rítmica. Apesar da recente convocação, já se destaca. Gabriela foi chamada para o treinamento entre 10 atletas de todo o país, e nas últimas semanas disputou duas etapas com a seleção, que chegou nas finais.

Outro destaque é Viviane Jungblut, 21 anos. “Viviane recebeu toda sua formação aqui, no GNU, na Escolinha de Natação. Desde cedo se mostrou bastante aplicada, se dedicando muito aos treinos”, conta Christiano Klaser, seu treinador. O grande diferencial da atleta está no fato de ela ter excelente desempenho, tanto na Piscina como nas Maratonas Aquáticas. “Viviane está entre as melhores do mundo, ocupando a 4ª posição no Ranking Mundial nos 10 quilômetros”, conta Klaser.

Em abril, a nadadora conquistou o 3º lugar no Troféu Brasil, no Rio de Janeiro, garantindo vaga para provas internacionais. Ela será uma das representantes do Brasil no Pan Pacífico, de 9 a 13 de agosto, no Japão. O caminho para as Olimpíadas de Tóquio, no entanto, ainda depende de muitas provas. Viviane tem que ficar entre as 10 melhores do mundo no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, que acontecerá no ano que vem, na Coreia do Sul. Além de Viviane, outros dois nadadores do GNU estão com boa cotação para as Olimpíadas: Fernando Ponte, 26 anos, nas Águas Abertas, e Graciele Herrmann, 27 anos, na Piscina 50m e 100m livres. Natural de Pelotas, Graciele já participou dos Jogos de Londres 2012 e do Rio 2016.

Mais um atleta que integra o seleto grupo dos brasileiros que já estiveram em duas edições olímpicas é Guilherme Toldo. Desde os nove anos de idade treinando no clube, Toldo, hoje com 26, é uma das estrelas da Esgrima brasileira. Atualmente, ele divide seu tempo de treino entre Porto Alegre e Frascati (Itália). Hoje é o segundo melhor da América no Ranking Mundial categoria Adulto. Na sequência, o esgrimista terá importantes competições no ano: o Campeonato Pan-Americano, em Havana, entre 15 e 20 de junho, e o Mundial na China, de 19 a 26 de julho. Guilherme apresentou o melhor resultado brasileiro da Esgrima masculina nas Olimpíadas do Rio, em 2016, chegando às quartas-de-final.

Mas para as Olimpíadas de Tóquio, ainda há muito o que vencer: “Se fosse hoje a classificação olímpica, Guilherme teria uma vaga. Hoje, ele é o esgrimista mais experiente do Brasil”, avalia o Coordenador da Esgrima do GNU, Alexandre Teixeira.

Mariana Pistoia, Gabriela Cecchini, Pedro Marostega e Marco Xavier. Estes quatro esgrimistas unionistas também têm boas condições de conquistar uma vaga para as Olimpíadas. Marco Xavier ocupa, hoje, o quarto lugar no Ranking Brasileiro e brigará por uma vaga por Equipe, caso o Brasil venha a se classificar. Mariana Pistoia e Gabriela Cecchini disputam uma vaga para participar do Campeonato Pré-Olímpico, que acontecerá em abril de 2020. Cecchini já participou das Olimpíadas da Juventude de 2014, em Nanjing, assim como Pedro Marostega, que também tem bom desempenho e é candidato a uma vaga nas Olimpíadas 2020, caso a equipe de Florete Masculino consiga uma vaga.

 

Uma estreia nas ​Paralímpíadas

Luiza Oliano, 21 anos, vem conquistando cada vez mais espaço no cenário nacional e internacional do Judô Paralímpico. Treinando no GNU desde 2012, ela deu seus primeiros passos no esporte aos seis anos de idade. Deficiente visual, Luiza dá exemplo de força de vontade e superação: “Nunca deixei a deficiência tomar conta, sempre fiz tudo que todo mundo fazia. O esporte é muito importante para me ajudar a superar minhas dificuldades”, diz ela.

Com o permanente apoio da treinadora e amiga Carla Oliveira, Luiza coleciona títulos na categoria Ligeiro Feminino (48 Kg): foi ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, na Argentina (2013); prata por Equipe no Mundial da Turquia (2014); bronze por Equipe no Mundial da Coreia do Sul (2015); bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Jovens, no Canadá (2016); ouro no Grand Prix Internacional Infraero de Judô Paralímpico (2018); e vários outros. Recentemente, em maio, foi vice-campeã no Campeonato das Américas, no Canadá. Se continuar neste ritmo de conquistas, nossa judoca terá todas as credenciais para representar o Brasil nas Paralimpíadas 2020.

Na Natação Paralímpica, o nome forte do GNU é Susana Schnarndorf, 49 anos, portadora de uma doença degenerativa rara, a Atrofia Múltipla de Sistemas, cuja expectativa de vida costuma ser de cinco a oito anos. Esse diagnóstico foi-lhe apresentado há 12 anos. No entanto, a atleta contrariou todas as expectativas médicas quanto ao tempo de vida e mobilidade. Desde 2011, Susana compete em nível nacional e internacional, e a doença não a impede de obter excelentes resultados dentro d’água. Pelo contrário: parece que lhe dá mais garra para superar seus próprios limites.

Atualmente, Susana reside em São Paulo, onde frequenta um centro de treinamento paralímpico. Mas regularmente, vem a Porto Alegre mergulha nas piscinas unionistas, onde tudo começou, aos 16 anos de idade. De lá para cá, Susana tornou-se atleta de Triathlon, competindo, ainda, em diversos Ironmans (thriatlon de longas distâncias). Com duas Paralimpíadas no currículo (Londres e Rio de Janeiro), Susana conquistou medalha de Prata no Revezamento 4X50m misto, em 2016, no Rio. Agora, o foco está em Tóquio 2020. Susana quer nada menos que a medalha de Ouro. Alguém duvida que ela seja capaz?

Na Esgrima em Cadeira de Rodas, Vanderson Chaves, 24 anos, tem boas chances de representar o Brasil em 2020. Cadeirante, treina no clube desde 2011 e hoje está entre os melhores colocados no ranking nacional, ocupando o 2º lugar no Florete e no Sabre. No entanto, o técnico Eduardo Nunes lembra: “Para se classificar às Paralimpíadas, o atleta tem que participar de diversas provas internacionais, e isso depende muito das possibilidades de viagem. Estamos buscando patrocínios e outras formas de levantar recursos para bancar essas participações internacionais”, explica. As provas classificatórias para Tóquio acontecem de dezembro de 2018 a maio de 2020, somando pontos no ranking.

No que depender do esforço de Vanderson, a vaga está garantida. Nunes conta que o esgrimista é bem focado, determinado, disciplinado e tem bastante técnica: “Ele cumpre tudo o que lhe é solicitado. Treina de segunda a sexta, de três a quatro horas por dia”, revela.

Outra promessa é ​Fabio Damasceno, 35 anos, também cadeirante, que treina no União desde 2005. Em 2016, foi campeão das Américas no Florete e na Espada e representou o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Verão, no Rio de Janeiro. Também foi campeão brasileiro duas vezes, chegando a ocupar o 1º lugar no ranking nacional. Atualmente, é o 2º melhor do Brasil no Florete. Em abril, participou da I Copa Brasil de Esgrima​ em Cadeira de Rodas​, ​conquistando o 2º lugar no Sabre cat. A e por Equipe Florete Masculino, e ainda o 3º lugar no Florete Masculino Cat. A.

E ainda Mônica Santos, 35 anos, que já participou de uma edição das Paralimpíadas e que apresenta, como pontos fortes, o jogo ofensivo, a determinação e a raça. Já foi cinco vezes campeã brasileira de Florete, duas vezes campeã brasileira de Espada e uma vez campeão do Regional das Américas no Florete.

O GNU acredita que é o espírito que trazemos para a luta que decide o resultado. Apresentamos apenas uma projeção das nossas potencialidades, mas há ainda um longo caminho até que o quadro de competidores olímpicos e paralímpicos se defina. Até lá, todos os nossos atletas estarão se dedicando de corpo e alma para as competições classificatórias e eliminatórias. Estaremos todos juntos nesta torcida!