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Estreias e despedidas unionistas no Maria Lenk 2016

Nadar diariamente, ter disciplina de horários e alimentação e perseguir o tempo através de braçadas são ingredientes da vida de um nadador. Estar entre os melhores do mundo é o ápice na vida destes atletas. No Troféu Maria Lenk 2016, as provas são realizadas no local onde ocorrerão os Jogos Olímpicos. Na piscina por onde nadarão Michael Phelps e os melhores atletas do mundo ocorre a competição que tem caráter de seletiva olímpica.

Neste ambiente, entre os mais de 350 competidores estão dois unionistas em momentos diferentes, mas com emoções semelhantes. Enquanto o jovem Lucas Peixoto, de apenas 15 anos, participa de sua primeira competição nacional de nível adulto, Guilherme Roth dos Santos, 33 anos, vivencia o ano sua despedida na carreira.

Roth já competiu em 18 Troféus Maria Lenk – desde quando a competição se chamava Troféu Brasil de Natação – e pela quinta vez participa da seletiva olímpica. O nadador que disputou as provas de 100 e 50 metros Livres neste ano já tentou a vaga olímpica em 2000, 2004, 2008 e 2012.

Já bati na trave em pelo menos duas, 2004 e 2008 especialmente, quando fiquei na reserva, eram quatro competições seletivas naquele ano e eu tinha a vaga até a terceira, perdi na última seletiva – afirma.

O atleta viu a natação do país crescer nesse período.

O Brasil passou de terceiro mundo na natação para o primeiro mundo, de coadjuvante em mundial e olímpiadas, que vinha para participar e se pegasse final era louvável, para uma das potências mundiais. Depois do Cielo campeão olímpico em 2008, tudo mudou, porque o pessoal notou que tudo era possível – completa.

Perto de encerrar a carreira, entre 2016 e 2017, o atleta que nada há 24 anos (desde seus nove anos) ainda comemora a realização do evento no Centro Aquático Olímpico.

Diferente dos estrangeiros, os brasileiros já estarão familiarizados com o local.

Para Roth, a evolução também atingiu o clube gaúcho.

Nos anos 2000, vínhamos com dois atletas e técnico, e já tínhamos sido um clube de chegada antes, agora viemos com delegação grande, todos com chance de final, boas promessas, atletas olímpicos e o clube voltou a brigar por vaga em revezamento, destaca.

Para o nadador, ter atletas classificados para as Olímpiadas tende a impulsionar ainda mais a natação unionista, porque inspira as crianças e jovens nadadores que convivem com estes nadadores.

É o caso de Lucas Peixoto, que estreou na competição e teve sua cabeça raspada pelos colegas de clube para marcar o “batizado”. O atleta nadou os 400m e 200m Livre, onde fez o tempo de dois segundos superior a sua melhor marca (de 1m54s79 para 1m52s01), terminando em 22º lugar entre 45 competidores.

O unionista é o atual número 1 do ranking juvenil, campeão brasileiro Juvenil 2015 em quatro provas e campeão do Multinations 2016 em três provas. Estar na seletiva olímpica brasileira em plena Cidade Olímpica tem uma emoção especial para o jovem nadador.

Uma experiência única, que muitos pouco têm a oportunidade de passar, é algo que lembrarei pelo resto da vida – destacou Peixoto.

A emoção não poupa o experiente Roth.

Essa seletiva aqui, no local das Olimpíadas, coincide com meu final de carreira e isso me deixa muito feliz – finaliza.

 

Convênio CBC

A participação de parte da equipe do GNU, 23 atletas e quatro profissionais da equipe de apoio, tem o apoio da Confederação Brasileira de Clubes (CBC). O Clube mantém parceria com a entidade através do convênio 032, que direciona investimentos para custeio dos atletas em formação em competições, dentro e fora de Porto Alegre (RS).

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