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Coach Alexandre Pussieldi destaca classificação de dois nadadores do GNU para Rio 2016

O jornalista e ex-treinador Alexandre Pussieldi ministrou, na última sexta-feira (17) palestra para atletas, técnicos e entusiastas da natação no Teatro do União, na sede Alto Petropólis. Coach, como é conhecido no meio esportivo, falou sobre situações comuns antes e durante provas, sonhos no esporte e opiniões sobre os principais atletas de natação.

À equipe do GNU, Pussieldi falou sobre o momento atual da natação brasileira e unionista. Para ele, que foi nadador unionista, o Clube vive um momento ímpar com a classificação de dois nadadores para os Jogos Olímpicos.

O feito do GNU de colocar dois nadadores há de ser muito comemorado. A Graciele é uma atleta olímpica, medalhista em Jogos Panamericanos, então é uma atleta que se apostava na classificação dela, mas o André é um nadador que veio de fora deste círculo, o que torna a classificação dele um feito memorável. Conversava com o Kiko, treinador do André, antes da prova e ele me disse que acreditava no tempo e na vaga. Ou seja, não foi acidente, foi fruto de um trabalho.

Unionista de coração

Pussieldi também revela seu amor e o quanto acompanha o Clube, onde começou a nadar.

Sou um unionista por formação. Fui atleta aqui, só nadei pelo GNU, sou muito identificado com o Clube, com as cores, pessoas, vibro sempre. O União tem uma tradição esportiva centenária, mas também há uma tradição social. E acho que tem vivido sempre com essa dicotomia, até mesmo nas decisões da diretoria, entre o esportivo e social.

Mas com os resultados e a benesse da exposição creio que, cada vez mais, haja essa compreensão da importância de se investir no esporte e buscar, cada vez mais, a viabilização da estrutura aquática. A infraestrutura do Clube hoje não fica devendo nem ao primeiro mundo, nem a outros clubes brasileiros.

Além disso, observo que os dois nadadores olímpicos do GNU são plenamente identificados com o Clube, ambos vieram do interior e não pararam por acaso aqui, mas porque acreditavam e continuam acreditando no Clube.

O desempenho do Brasil na Rio 2016

Grande conhecedor da natação e considerado o maior especialista na mídia sobre o assunto, o gaúcho que vive há muitos anos fora do Rio Grande do Sul, é prudente ao projetar o desempenho dos nadadores brasileiros nos Jogos Olímpicos.

Acho que conquistaremos de duas a quatro medalhas, mas não creio que de ouro. Há uma evolução, mas ainda depende de talentos individuais. Em toda a histórica olímpica ganhamos 13 medalhas, então se conquistarmos quatro será muito bom.

Pussieldi lembra de todos os tabus que o país alcançou já antes da Rio 2016, como classificar a maior delegação em Jogos Olímpicos, competir pela primeira vez com todos os seis revezamentos – incluindo todos os femininos – e levar o maior número de mulheres classificadas.

O legado dos Jogos Olímpicos para natação brasileira

Coach projetou ainda o legado que os Jogos Olímpicos podem deixar.

Se fala muito em uma mudança de cultura, algo que tem que ser trabalhado. Até as Olímpiadas eu sinto que esse processo está sendo bom e espero que siga. Acredito que o mais importante será mantermos esta cultura, que o importante não é só a medalha, mas o número de pessoas praticando, número de piscinas pelo Brasil.

Certamente, há mais gente nadando hoje que em anos anteriores. Eu sou um admirador, por exemplo, do revezamento da tocha, eu acho que isso leva e divulga esporte por todo o país de uma forma fantástica.

A palestra foi uma iniciativa do Departamento de Natação Master do GNU e contou com a participação de atletas, técnicos, familiares e pessoas identificadas com a natação de um modo geral. Participaram também o vereador João Bosco Vaz, o presidente da Federação Gaúcha de Desportos Aquáticos (FGDA), Mauro Quadros, e representantes de diversos clubes de Porto Alegre e interior do Estado.

 

Fotos: Divulgação



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