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Nenhum de Nós é a atração principal do Jantar Queijos e Vinhos

Que tal aliar boa música, gastronomia e confraternização?  O Jantar Queijos e Vinhos de 2019 promete isso e muito mais. Dia 10 de agosto, no Salão de Festas da sede Alto Petrópolis, vai contar com a apresentação da banda gaúcha Nenhum de Nós. O grupo traz seu novo repertório, com forte inspiração na música sul americana, especialmente da região do Prata. “Somos apaixonados pelo nosso continente e temos especial orgulho de nossa condição de sulistas e gáuchos (com o acento castelhano). Nossa cultura é o resultado desta mistura que não conhece fronteiras e que faz com que haja sintonia mesmo falando línguas diferentes”, diz o vocalista da banda, Thedy Corrêa.

Thedy falou à Revista do GNU sobre o que Nenhum de Nós vai trazer para a festa e também sobre música e o novo trabalho da banda.

 

Grêmio Náutico União: Qual a expectativa para o show em um dos mais tradicionais clubes de Porto Alegre?

Thedy: Creio que vai ser um show muito divertido. O União agrega muito a um show com seu espírito festivo e de congregação. Some-se a isso o mote dos queijos e vinhos! Não tem como ser menos que espetacular!

GNU: Qual o repertório a ser apresentado? O novo show do Tour Doble Chapa ou vêm também os clássicos da banda?

T: Em um show com esse caráter, preferimos um repertório mais participativo, onde as pessoas sintam-se mais motivadas a cantar junto e sentir-se parte do show. Além do repertório de sucessos do Nenhum de Nós, sempre incluímos algumas surpresinhas!

GNU: É diferente tocar para um público mais restrito, como em uma festa que inclui gastronomia? Dá para ter um contato mais próximo com a audiência?

T: Em geral o Nenhum é muito acessível e gosta de ter alguma interação com a festa e com o que ela oferece. Além disso, sempre recebemos o público no pós-show para fotos, autógrafos e um bate-papo rápido. Isso já é uma tradição da banda!

GNU: O mais recente trabalho, Doble Chapa, tem muito a ver com a cultura gaúcha da fronteira. Essa mensagem foi compreendida na divulgação do EP em outros estados?

T: Foi muito bem recebida. Com o Doble Chapa fizemos os principais programas de música do país, como o Faustão, Altas Horas e Encontro com Fátima. Ou seja, a mídia sempre nos recebe bem e tem boa vontade para compreender nossos projetos, o que eu acredito que seja resultado de mais de 30 anos de trabalho feito com seriedade e respeito ao público. Isso ainda nos abre portas, com certeza. 

GNU: Como tem sido a receptividade do fortalecimento deste laço com a música latina, para os fãs da banda e também para conseguir atrair novos ouvintes?

T: Nós investimos nessa ideia desde o primeiro disco. A Camila, que foi nosso primeiro grande sucesso, já tinha uma versão em castelhano que tocou muito por aqui e no Uruguai e Argentina, especialmente na fronteira. Nossos fãs já sabem como é importante para nós essa conexão latina.

GNU: Como é trabalhar nos novos formatos como o streaming?

T: Temos que continuar focados em fazer música, mais do que na maneira com que ela vai chegar ao público. Os formatos já mudaram muito nesses 30 anos de trajetória que temos, e sempre nos adaptamos bem a eles, pois a música está sempre em primeiríssimo lugar. 

GNU: O que vocês pensam sobre os rumos da música brasileira e a batalha para uma banda como Nenhum de Nós se manter na estrada após mais de 30 anos de carreira?

T: A música brasileira, pelo menos a que está nas paradas, passa por uma ideia artística que está um pouco distante do que nós pensamos. Nossas canções, as românticas incluídas, buscam ter camadas, profundidade, e assim não tornarem-se passageiras e efêmeras. São músicas que marcam, por isso tocam até hoje nas rádios. Não caíram no esquecimento. Isso é o oposto das paradas hoje, onde as pessoas nem lembram mais qual foi o hit do verão passado. Não acreditamos que música tem que ser descartável e pouco elaborada para atingir o público. Não subestimamos ninguém. Somos crias de uma época em que poetas incríveis, como Cazuza, Renato Russo, Caetano, criavam canções que estavam na boca do povo. Seguimos fiéis aos nossos princípios. 



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