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Para a história: 7 medalhas no Pan-Americano de Lima

Com saldo de sete medalhas, os atletas unionistas voltam do Pan-Americano do Peru com dois ouros, uma prata e quatro bronzes. O resultado é fruto do trabalho de equipes técnicas, médicas, de apoio, da estrutura do clube e de muita – muita mesmo – garra e dedicação dos atletas.

Ao todo, seis atletas do GNU representaram o Brasil no Pan: Gabriela Cecchini, Guilherme Toldo, Luis Porto, Mariana Pistoia, Vitória Guerra e Viviane Jungblut. Além deles, três treinadores de quatro esportes diferentes do clube participaram dos Jogos: Leonardo Finco (Ginástica Artística), Alexandre Teixeira (Esgrima) e Eliseu Burtet, que atuou como árbitro internacional nas provas de Ginástica Artística.

 

Os unionistas que representaram o Brasil em Lima:

Luis Porto – Ginástica Artística

 

Foi o primeiro atleta gaúcho a conquistar ouro nesta edição do Pan. Luis Porto fez ótimas séries, com destaque para o Salto sobre a mesa, competindo em alto nível.

O ginasta disse que a medalha e a apresentação foram a realização de um sonho.  “Trazer esse ouro para Porto Alegre é um orgulho imenso pra mim.” Segundo Luis, fruto de muito treino. “Hoje estou competindo com a elite”, afirmou.

Trajetória

O sonho de jogar futebol mudou quando Luis conheceu a Ginástica Artística no CETE, aos seis anos. Um mês depois de iniciados os treinos, foi convidado para treinar no GNU. Lesionado algumas vezes, quase abandonou o esporte.

Entretanto, persistiu e após anos de treinamento e muito esforço, conquistou seu espaço entre os grandes nomes da Ginástica no país. Em 2018, o gaúcho dividiu o pódio do campeonato nacional com dois medalhistas olímpicos, Arthur Zanetti e Arthur Nory.

Desde então, Luis é nome frequente nas principais competições com a equipe principal. Por conta de uma lesão, ficou fora do Mundial em 2018, mas após um trabalho de recuperação disputou o Universíade em julho e conquistou o bronze no Salto sobre a Mesa.

 

Vitória Guerra – Ginástica Rítmica

A atleta conquistou a medalha de ouro na prova mista pela Seleção de Conjuntos nos Jogos Pan-americanos de Lima. Após uma apresentação impecável com três Aros e duas Maças, o grupo brasileiro alcançou a nota 24,250.

A equipe formada pela unionista Vitória Guerra, Beatriz Silva, Camila Rossi, Deborah Medrado, Nicole Pircio voltou para casa com mais dois bronzes pelo Conjunto Geral e pela prova de Cinco Bolas.

Trajetória

Vitória chegou ao GNU, em 2017, à procura da treinadora Anna Danielyan – referência internacional na modalidade. Em 2018, veio a convocação para Seleção de Conjunto. Nos últimos meses, a atleta conquistou a titularidade e participou das principais competições internacionais com o grupo.

 

Viviane Jungblut – Natação

Nos Jogos de Lima, Viviane Jungblut reescreveu a história da natação feminina. Além de voltar com duas medalhas de bronze na bagagem, realizou um feito histórico. Pela primeira vez uma mesma nadadora conquistou medalhas nas águas abertas (10km) e na piscina. Também foi a primeira vez que uma brasileira subiu ao pódio na disputa dos 800m Livre Feminino.

A atleta unionista nadou também os 400m e 1500m Livre Feminino no Pan. Ela chegou ao Peru após uma maratona intensa de provas, que incluiu a disputa do Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos, classificatório para os Jogos Olímpicos de 2020 –  vaga que escapou por pouco. Na disputa dos 10km feminino, Viviane ficou a apenas um segundo (duas posições) da classificação olímpica.

Trajetória

Toda a formação de Viviane foi realizada no GNU, pois começou a nadar ainda criança nas piscinas do Clube. A atleta é conhecida por sua versatilidade, já que tem resultados de destaque tanto nas águas abertas quanto nas provas de fundo na piscina, característica cada vez mais rara. Esteve muito perto de garantir a vaga para Tóquio 2020 nas provas de maratonas aquáticas ao chegar em 12º lugar na prova de 10km no Mundial de Gwangju – apenas um segundo da décima colocada, última classificada. Como tem índice na prova de 1500m livre na piscina vai buscar a conquista da vaga nesta prova, cuja seletiva ocorre no ano que vem.

 

Gabriela Cecchini – Esgrima

Gabriela obteve duas vitórias e três derrotas na fase de grupos Individual e se classificou em quarto lugar de sua chave no Pan de Lima. Nas oitavas de final, a unionista derrotou a americana Jacqueline Dubrovich por 15 a 13. Nas quartas de final, como não há disputa de terceiro lugar na esgrima, quem vencesse levava o Bronze. Cecchini foi vencida pela canadense Jessica Guo.

Nos jogos por equipe, o Florete Feminino brasileiro era favorito ao bronze. Mas as unionistas Gabriela Cecchini e Mariana Pistoia, junto com Ana Beatriz Bulcão, não se classificaram.

Trajetória

Foi em uma edição do “Projeto Verão” que Mariana apaixonou-se pelo esporte. Conquistou o terceiro lugar no Mundial da Croácia em 2013, na categoria Cadete (atletas entre 17 e 20 anos), tornando-se a segunda atleta brasileira na história a conquistar uma medalha no Campeonato Mundial da Federação Internacional de Esgrima (FIE). Na modalidade florete, Gabriela participou dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2014. Também foi uma das atletas escolhidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), através do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para receber o auxílio restrito a um seleto grupo.

 

Guilherme Toldo – Esgrima

Medalhista em duas edições dos Jogos Pan-americanos, Toronto 2015 e Guadalajra 2011, o esgrimista do GNU entrou na competição como um dos favoritos. Na disputa individual, na fase eliminatória, ele obteve vitórias sobre Nicolás Mariano (Argentina), Diego Cervantes (México), Sebastián Tirado (Porto Rico) e Marco Orihuela (Peru). Foi derrotado por Daniel Sconzo (Colômbia) e Eli Schenke (Canadá), mas se classificou às oitavas de final.

O adversário das oitavas foi o chileno Gustavo Alarcón, que – na primeira fase – obteve duas vitórias e três derrotas. Toldo acabou sendo derrotado por 15 a 12 e deu adeus à disputa de medalhas. “Foi um dia ruim. Os árbitros erram, a gente erra. Fiquei bravo por tudo isso.” Ele explica que, na esgrima, concentração e psicologia contam muito. “Agora, vou treinar mais, diminuir a minha raiva e decepção.”Mas na disputa por Equipes, o unionista foi decisivo e o Brasil conquistou a prata. “Foi uma conquista importante, para mim era um objetivo encerrar a temporada com esta medalha, agora é descansar alguns e retomar com força a busca pela vaga olímpica, que entra na reta final”, destacou. A meta do esgrimista para estar em Tóquio é competir em alto nível e estar no top 20 mundial.

Trajetória

Incentivado à prática esportiva por seus pais, educadores físicos, Guilherme Toldo começou na esgrima do GNU quando criança. Sua primeira competição representando o Clube foi o Campeonato Estadual Infantil. A partir dali, Guilherme estava totalmente focado na Esgrima. Na segunda participação em Jogos Olímpicos, já que havia ido para Londres 2012, Guilherme conquistou o melhor resultado de um brasileiro na modalidade, ao chegar às quartas de final na competição do Florete Individual. Hoje o atleta divide seus treinos entre o Grêmio Náutico União e o Frascatti Scherma (Roma, ITA). Teve duas participações em Jogos Olímpicos (Londres 2012 e Rio 2016).

 

Mariana Pistoia – Esgrima

Terceira do Ranking Nacional, Mariana Pistoia competiu na prova por Equipes de Florete. O Brasil parou no confronto contra o México nas quartas de final por 45×34. A equipe, também integrada pela unionista Gabriela Cecchini encerrou a disputa em 5º lugar.

Trajetória

Mariana conheceu a esgrima através do irmão e dos primos, que a incentivaram a praticá-la. Treina no GNU e compete com o Florete.

 

Convênio

O GNU em parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) investe na formação de seus atletas através de recursos descentralizados da nova Lei Pelé.



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