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Natação unionista é destaque no Parapan

Maria Carolina Santiago, Susana Schnarndorf e Maria Dayanne da Silva viajam para Lima e retornam com 5 medalhas!

Foi ali buscar o ouro e já voltou

Maria Carolina Santiago, 34, conquistou a vaga para as Paralimpíadas de Tóquio, sagrando-se campeã mundial nos Jogos de Londres em setembro. Voltou com dois ouros e duas pratas.

A paratleta de natação do GNU também participou de seu primeiro Parapan, no Peru, em agosto. Trouxe nada menos que quatro ouros e uma prata. Também bateu recordes de 100m Peito e 100m Costas. “A melhor das emoções é chegar primeiro e escutar da torcida que você é a campeã.”

Já no Mundial, não entrou como favorita. Mas retornou com dois ouros e duas pratas na bagagem.

Carol nasceu com síndrome de Mornig Glory, anomalia congênita. Vê apenas vultos com um dos olhos e não tem visão periférica. Entretanto, descreve o problema como uma característica sua. “Não é um limitador. Eu posso ser cobrada – e sou – como atleta profissional.”

Apesar de nadar desde criança, a garota natural de Caruaru, PE, não tinha conhecimento do paratletismo. Somente em 2018, quando conheceu um atleta do GNU, soube das modalidades.

Carol diz que o GNU presta um apoio grande e investe em paratletas. “A Ana Paula (técnica da natação paralímpica do Clube) vai de 15 em 15 dias para SP e fica conosco uma semana.”

No momento de agradecer, Carol primeiro pensa em Deus. “Depois, em minha família, que deu uma base forte para que eu fosse competitiva.” Filha do meio, com dois irmãos, Carol não era poupada. “Isso fez diferença no processo da natação. Hoje, quando um técnico diz que eu posso fazer algo, sei que posso. Basta treinar.”

 

É incrível estar entre os melhores atletas das Américas

Os Jogos de Lima foram o terceiro Parapan de Maria Dayanne da Silva. Aos 27 anos, a paratleta voltou da competição com a prata do Revezamento 4x100m Medley Feminino 34 pontos. Em 2011, trouxe o bronze nos 50m Borboleta, do Parapan-Americanos de Guadalajara. De Toronto, em 2015, voltou com o ouro e o recorde nos 50m Borboleta. “A experiência de estar entre os melhores das Américas é incrível.”

Natural de Natal, RN, Dayanne diz que a relação com a família é de muita cumplicidade. “Ter o apoio dela é fundamental.” Além de paratleta, é aluna do quarto semestre de Nutrição, em SP, onde também se destaca.

A mais nova de cinco filhos nasceu com má formação congênita de membros superiores – não tem parte dos braços nem mãos. Mas nem por isso recebeu regalias ou cuidados especiais. “Sem essa de coitadinha. Eu tinha de me virar: comer, escrever, realizar minhas tarefas e apanhava igual aos outros.”

Para ela, a criação mais independente possível que os pais lhe deram preparou-a para ser atleta. “Sem eles eu não estaria aqui e não teria me desenvolvido como pessoa.” Dayanne define o esporte como um agente transformador. “Dá outro significado à vida.”

Ela iniciou na natação aos 13 anos. Enfrentou dificuldades financeiras por falta de patrocínio. “Mas me concentrava em treinar. E tive ao meu lado o GNU, que me dá todo apoio.” A paratleta chegou ao clube gaúcho em janeiro. Segundo ela, o União lhe deu sorte. “É o meu pé de coelho.”

 

Sonho de menina realizado após anos de treinamento

Desde pequenina, Susana Schnarndorf, 52 anos, sonhava em representar o Brasil em Jogos Olímpicos. “Era apaixonada por esportes sem ninguém me incentivar.” Como Carol, Susana participou do Parapan e do Mundial de Natação Paralímpica. Veio com a prata de Lima e conquistou o quarto lugar no Revezamento Misto 4x50m Livre 20 pontos, em Londres.

Desde pequenina, quando via as Olimpíadas na TV, ficava emocionada. E, em 2012, participou dos seus primeiros Jogos Paralímpicos. Susana chorou ao fazer a volta Olímpica. “A emoção de representar o Brasil é bem forte.”

Apesar de ter perdido o pai há 22 anos, seu primeiro agradecimento vai para ele. “Meu pai sempre acreditou nos meus sonhos. Agradeço também meus filhos: Kaillani, 21, Kaipo, 17, e Maila, 14 – que são a minha força.”

Pouco depois do nascimento da filha caçula, Susana foi diagnosticada com Atrofia de Múltiplos Sistemas, doença neurológica degenerativa. Na década de 80, havia sido pentacampeã brasileira de triatlhlon olímpico “Em um dia eu estava andando de bicicleta e nadando e, no seguinte, não conseguia escovar os dentes.”

Foi aí que descobriu o significado de dificuldades. Susana tornou-se nadadora paralímpica em 2010. Por causa da evolução da doença, mudou de categoria três vezes. Mas canalizou suas forças para realizar um novo sonho: buscar uma medalha na Paralimpíada Rio 2016, de onde voltou com a prata.

Por causa de sua história de dedicação e força, dia 3 de setembro, estreou ao público o documentário “Um Dia Para Susana”. O filme já participou de oito festivais e venceu o fundo Tribeca Film INstitute Latin America.

Para Susana, o esporte é um diferencial. “Ensina a ter disciplina, comprometimento, metas.”

 

Técnica unionista participa do Parapan

A técnica de natação paralímpica do GNU Ana Paula Brandão ressalta o quanto é importante encontrar um esporte para o adulto ou a criança com deficiência. “Acho que todos deveriam vivenciar o esporte paralímpico.” Ela também integrou a comitiva do Parapan-Americano de Lima. “Eu chorava ao vê-las competindo”, diz emocionada.

Para ela, o esporte como um todo é pouco divulgado no Brasil. “E muitos ainda sequer têm noção do que é o esporte paralímpico.” A pessoa com deficiência foge dos esportes. Mas ela reforça a importância de participar de atividades físicas. “No momento em que se insere a criança com deficiência no esporte, você transforma a vida dela, pois abre um leque de novas oportunidades.”

Os paratletas enfrentam treinos tão puxados quantos os atletas olímpicos. “Nada é diferente. Apenas fazemos adaptações. Mas são as mesmas exigências”, relata. “Estamos investindo para que o número de paratletas seja maior. Aqui no GNU tem esgrima, natação, judô.” O objetivo é que as pessoas vejam como um esporte de alto rendimento como qualquer esporte olímpico.

 

Convênio

O GNU em parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) investe na formação de seus atletas através de recursos descentralizados da Lei 13.756/18.

Apoiadores

Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), Secretaria Especial do Esporte – Lei de Incentivo ao Esporte, Banrisul – Banco do Estado do Rio Grande do Sul, Sulgás – Companhia de Gás do Rio Grande do Sul, Colégio Mesquita, Dias da Silva Advocacia, Decathlon e Swimmers são apoiadores do Departamento de Natação do Grêmio Náutico União. Para integrar o time de parceiros de um dos maiores clubes esportivos, interessados podem realizar parcerias diretas ou através da Lei de Incentivo ao Esporte. Para mais informações contate nosso setor de negócios, através do email negocios@gnu.com.br



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