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Tratamento das piscinas do GNU é modelo

O Grêmio Náutico União tem um sistema de tratamento de águas que faz bonito perante os maiores centros de esporte e lazer aquáticos do mundo. A água das piscinas de todas as sedes é totalmente filtrada três vezes ao dia.

São quinze espaços de uso para práticas esportivas ou recreação e mais de 10 mil metros cúbicos de água tratados diariamente. “Podemos dizer que a cada oito horas toda a água passa pelo sistema de filtros, o que significa que são filtrados 30 milhões de litros ao dia”, explica o engenheiro químico responsável pelas piscinas do GNU há mais de 40 anos, José Carlos Bignetti.

Para se ter uma ideia, o consumo médio de água do brasileiro é de 154 litros por dia, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento. Então, conforme esse dado, o GNU teria capacidade para filtrar diariamente água para abastecer uma cidade com quase 195 mil habitantes!

Além disso, as águas recebem tratamento com cloro dentro das proporções indicadas para garantir a desinfecção do líquido sem agredir pele, cabelos ou olhos dos banhistas. “Mantemos o Ph da água entre 7,2 e 7,8, levemente básico. O parâmetro é ser parecido com Ph da lágrima humana, para não causar desconforto” afirma Bignetti. Ele diz ainda que, neste Ph, o cloro atinge sua capacidade máxima de desinfecção.

A cada hora os operadores das piscinas coletam amostras e medem o Ph da água e o teor de cloro. E, mensalmente, cada unidade tem amostras analisadas em laboratório externo para coliformes e outros testes.

Conforme o sub-gerente da Sede Alto Petrópolis, Maikell Guma, todos os resultados ficam arquivados e disponíveis para a consulta dos associados em cada uma das sedes. “Não admitimos resultados diferentes de zero para coliformes e outros micro-organismos”, conclui.

Além da filtragem e do tratamento químico, no qual é utilizado apenas cloro dentro dos parâmetros exigidos, as piscinas passam por limpezas físicas, nas bordas, e aspiração no fundo ou retirada com peneira de alguma sujeira (como folhas de árvore, papel ou outros) que eventualmente caia dentro d´água. “Essas atividades são realizadas quando as piscinas estão fechadas para o público”, explica Silvana Fuchs, gerente de Qualidade e Serviços do GNU.

Só para a manutenção e cuidado com as piscinas, o União dedica uma equipe de dez pessoas, entre auxiliares de limpeza, fiscais e operadores de piscina, além do responsável técnico.

 

O poder do cloro

Para o engenheiro químico Bignetti, o cloro foi uma das principais descobertas em saúde pública. O elemento é utilizado desde o início do século XX para desinfecção da água e fez grande diferença na redução de incidência de doenças.

O cloro ajuda a eliminar bactérias, fungos e outros micro-organismos causadores de diferentes doenças simples como micose e pé-de-atleta até as mais graves, como febre tifoide, cólera e hepatite A. Inicialmente utilizado para tornar a água própria para beber, o cloro seguiu sendo usado na desinfecção de ambientes hospitalares, piscinas e até mesmo em produtos comerciais na limpeza doméstica.

 

O uso do protetor solar e bronzeador

Quem frequenta piscinas sabe que é recomendada uma ducha antes de ingressar no ambiente. Essa é uma exigência que mais tem a ver com a aparência da água do que com algum risco de utilização. “Esses produtos não comprometem a qualidade da água. Mas sempre que alguém aplica bronzeador ou protetor solar e entra na piscina, o excesso do produto fica na superfície formando uma espécie de película”, explica Bignetti.

Mas a ducha prévia, conforme Silvana, não prejudica a proteção ou o efeito bronzeador do produto aplicado na pele. “Quando a pessoa toma aquela chuveirada para entrar na piscina, a única coisa que sai é o excesso. O que sairia dentro da água, sai antes, deixando a piscina em melhores condições para todos”



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