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Coronavírus: GNU apoia decisão de adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Às vésperas do momento mais importante para o esporte, uma pandemia muda todos os planejamentos e certezas possíveis. Em meio a isso, com o clube fechado e o resultado de anos de preparação em risco, atletas brasileiros, ancorados institucionalmente na voz do Comitê Olímpico Brasileiro ( COB), se juntaram a diversos expoentes do esporte mundial num apelo ao Comitê Olímpico Internacional (COI) pela flexibilização da data dos Jogos Olímpicos de Tóquio, previstos para iniciar dia 24 de julho. Nesta terça (24), o COI oficializou o adiamento da Olímpiada em um ano. A decisão também vale para os Jogos Paralímpicos.

Na Era Moderna, com edições desde 1896, apenas em três ocasiões os Jogos Olímpicos foram cancelados durante as duas guerras mundiais, mas nunca haviam sido adiados por tanto tempo – em 1912 os Jogos iniciaram duas semanas após a data inicial prevista. Com o avanço da pandemia do Coronavírus, que já atinge 400 mil pessoas no mundo, sendo 17 mil mortes, os organizadores optaram por adiar a data. A decisão foi saudada pelos unionistas.

O vice-presidente de Esporte, Paulo Prado, disse que o Grêmio Náutico União entende a decisão como acertada. “Esta era uma decisão inevitável, por que este processo de isolamento vai longe e os reflexos disso nos treinamentos durarão o ano todo, então isso torna tudo mais justo nas disputas entre os países, já que alguns estão com efeitos da pandemia mais severo que outros”, explica o dirigente. “E o objetivo principal de todos, agora, é vencer este vírus, por isso que nós viemos adotado medidas de segurança já há alguns dias e vamos seguir unidos focados nisto”, completou.

Uma das esperanças brasileiras em Tóquio, a nadadora Viviane Jungblut, se une a corrente de esportistas que apoiam a decisão.  “Hoje não só o Brasil mas o mundo todo vive uma situação bem diferente, os treinamentos foram interrompidos e pra gente conseguir voltar do ponto onde a gente parou ia demorar no mínimo de um a dois meses. Então, agora é refazer todo o planejamento para a competição ano que vem”, relata. Para ela, o foco agora vai muito além da questão esportiva. “. Cada um tem que fazer sua parte, seguir todas as recomendações para que juntos a gente consiga amenizar toda essa situação, conter o avanço desse vírus e voltar a rotina normal o mais rápido possível”.

A opinião é compartilhada pelo nadador Fernando Ponte, que estava na reta final de preparação para a seletiva que poderia leva-lo a disputar a prova de Maratonas Aquáticas, 10km em Tóquio. “Estou fazendo os treinos em casa, converso diariamente com a equipe técnica pelo celular. Esta é uma decisão que os atletas brasileiros estavam ansiosos porque já não conseguiam mais manter sua rotina de treino. Faz uma semana que meu clube fechou as portas e buscamos alternativas de manter a forma em casa, mas chega um ponto que manter essa performance não é mais possível. Para o treinamento nunca é só o atleta em si, tem muita gente envolvida nessa preparação, como técnicos, fisioterapeutas, preparador físico, nutricionista, psicólogo, então a gente não tinha como ter esse suporte e isso tornava a disputa desigual em relação a outros países”, destaca.



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